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Cristãos testemunham a tentativa russa em retomada de autoridade

A Igreja Ortodoxa Ucraniana não reconhece a autoridade do patriarca russo Kirill
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De acordo com as notícias do site Christian Today, o patriarca ortodoxo russo, Kirill, fez um apelo à paz, juntamente com o presidente da Rússia, Vladimir Putin e o presidente da Ucrânia, Petro Poroshenko, por ocasião dos mil anos de aniversário de morte do príncipe Vladimir, o Grande, considerado como aquele que converteu a Rússia ao cristianismo.
Mas o apelo do patriarca é também claramente dirigido a todos os cristãos ortodoxos, na Ucrânia, cuja lealdade para com a Igreja Russa está cada vez mais sob pressão, devido ao seu apoio ao Kremlin (sede do governo da Rússia). Kirill é visto como uma ferramenta de política externa de Moscou.
Rolf, analista da Portas Abertas, diz: "A chamada para a paz, que em si é um ato simpático, é também um repúdio e condenação da violência que feriu e matou milhares de pessoas. É uma tentativa por parte do patriarca de restaurar sua autoridade sobre os cristãos ortodoxos da Ucrânia".
"A Igreja Ortodoxa Russa (ROC) começou na Ucrânia, e hoje a maioria de suas igrejas e membros estão na Ucrânia. Kirill reivindica jurisdição sobre todo o território. Mas muitos cristãos ortodoxos estão cada vez mais inclinados a deixar a ROC. A tendência é o surgimento de igrejas separatistas, independentes de Moscou e o não reconhecimento de Kirill ou da ROC. A Igreja Ortodoxa Ucraniana já é independente. É óbvio que vão recusar ao chamado do patriarca. O conflito ortodoxo será mais um motivo de controvérsias entre a Rússia e a Ucrânia", finaliza Rolf.






Cristãos começam a ser interrogados no Tajiquistão

A instabilidade do governo pode fortalecer grupos radicais islâmicos
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O governo do Tajiquistão está impondo ainda mais restrições à população, principalmente cristã. De acordo com a Rádio Free Europe (RFE), a liberdade dos meios de comunicação está comprometida e a repressão não vem de fora, mas de dentro do próprio país. A verdadeira ameaça à estabilidade e aos valores do Tajiquistão são os movimentos recentes do próprio governo, para controlar a prática do islã, no interior do país, e marginalizar os grupos de oposição.
Segundo a Fundação Jamestown: "Ao marginalizar a oposição política e os muçulmanos piedosos do país, o regime está tomando um caminho potencialmente perigoso. Não está só pesando a mão contra o terrorismo, mas contra a população, com isso criando uma oportunidade ao Estado Islâmico, de ter mais credibilidade e legitimidade. O governo está afastando as pessoas comuns, que estão tendo suas vidas invadidas".
Embora a instabilidade seja generalizada, em um país que sofreu uma guerra civil sangrenta, durante longos cinco anos, e isso ainda permanece na memória do povo, é ainda pior que o governo abandone o povo, de certa forma, e facilite o fortalecimento do Estado Islâmico.
"Se o regime perde a sua credibilidade com a população, sem dúvida, vai aumentar a violência. A liberdade religiosa no Tajiquistão já está bastante restrita e a situação está piorando. O regime pode ser alvo de extremistas islâmicos, mas na verdade, o alvo deste conflito será a população cristã", analisa pesquisadores da Fundação. "A campanha deles é contra a religião em geral. Os cristãos já estão sendo interrogados e vigiados. Essa instabilidade só vai ter consequências mais negativas para a Igreja", conclui o relatório de Jamestown.






Cristãos podem ser afetados por futuros conflitos na Turquia

O presidente está prestes a desfazer o acordo de paz com os curdos
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De acordo com um artigo publicado pela agência de notícias AsiaNews, o bombardeio das posições curdas na Síria, Iraque e Turquia, pelo governo turco, é uma consequência das atitudes do próprio presidente: "Não é possível formar um governo de coalizão, quando o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, está usando de sentimentos anti-curdos, tradicionais de muitos turcos, para consolidar seu poder".
As eleições parlamentares de 7 de junho acabaram com a hegemonia do partido político AKP (Adalet ve Kalkınma Partisi/Partido da Justiça e Desenvolvimento). Desde então, as negociações da coalizão foram acontecendo sem sucesso. Sob a Constituição turca, o presidente pode formar um governo de unidade nacional, se o Parlamento não expressar um governo de maioria, no prazo de 45 dias de uma eleição. Caso essa situação surgir, o presidente pode nomear os ministros internos, da Justiça e da Comunicação, enquanto outros ministérios são distribuídos entre os outros partidos, na proporção de sua força parlamentar.
De acordo com analistas políticos cristãos do país, tudo na Turquia aponta para um cenário onde o presidente Erdogan vai mandar. Os 45 dias já passaram, então ele tem o direito de fazer tudo isso. Para sublinhar a necessidade de sua intervenção, Erdogan tem apelado para a questão dos curdos, o que pode ser a ruína da República, conforme o artigo do AsiaNews. "Todos os anos de negociações de paz entre o governo turco e os curdos foram jogados no lixo", concluem.
Os curdos vão reagir ferozmente, como sempre fizeram; portanto, podemos aguardar por mais um período de grandes violências. Infelizmente, parece que o bom senso e a boa vontade não vão prevalecer. Haverá novos combates entre a Turquia e os curdos, e isso certamente afetará a Igreja de várias maneiras. Primeiro, porque os cristãos siríacos, no sudeste da Turquia, estão bem no meio do campo de batalha. Muitos até já deixaram a região, mas os outros cristãos que estão na Turquia, também serão muito afetados e terão sua liberdade comprometida durante esse tempo de guerra.






40 dias de oração pela igreja no mundo muçulmano

"E tudo o que pedirem em oração, se crerem, vocês receberão." Mateus 21.22
Diariamente, a Portas Abertas tem o desafio de informar à igreja brasileira sobre a perseguição nos mais de 60 países onde há atuação ativa da organização. Anualmente, há a Classificação da Perseguição Religiosa, responsável por eleger os 50 países onde há mais perseguição.
"Orem por nós" é o principal pedido dos cristãos perseguidos quando são questionados sobre "o que podemos fazer por eles". Devido a isso, somos pessoas de oração e queremos convidá-lo a orar durante 40 dias pela Igreja Perseguida no mundo muçulmano.
Em 40 dos 50 países, cristãos são perseguidos, principalmente, pelo extremismo islâmico. Isso representa 80% dos países em que servir a Cristo pode custar a vida. E custa.
Conheça as dificuldades dos cristãos que vivem nesses países e seja desafiado a orar diariamente por eles.
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Cristãos da Rússia entram em conflito

A Igreja Russa Ortodoxa está se mostrando cada vez mais agressiva
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Segundo o escritor Paul Goble, que é analista em assuntos da Rússia, há um fator preocupante que vem se desenvolvendo no país: “os cristãos ortodoxos estão ficando cada vez mais agressivos. Eles estão exigindo a construção de novas igrejas, em Moscou, e estão bloqueando algumas áreas para não perturbar o momento da oração”.
Goble escreveu que essas atitudes são cada vez mais frequentes, citando em seu artigo Dmitry Rudnyev nas publicações mensais do jornal Sovershenno Sekretno, que "cinco a dez anos atrás, o termo 'Ortodoxo Radical' seria motivo de risos. Hoje, porém, isso se tornou uma das realidades da vida religiosa russa. A questão é que, o radicalismo na igreja existe, e hoje as pessoas falam sobre isso com seriedade”.
Segundo o especialista: "A Rússia mudou. O Estado está se tornando cada vez mais nacionalista e preconceituoso, e a Igreja Ortodoxa Russa (ROC), também. A Igreja precisa da ajuda do Estado para alcançar seus objetivos e, consequentemente, usa de ‘atitudes radicais ortodoxas’ para convencer as autoridades de que a ortodoxia é uma força poderosa. Por isso, muitas vezes, os líderes religiosos fazem declarações que chegam a ofender as pessoas”.
Ele ainda destaca que esses líderes estão se expressando como forma de protecionismo confessional. “Até recentemente, a ROC era considerada pelo regime do presidente Putin, como parte integrante da nação russa, em troca do seu apoio às políticas nacionalistas de um regime chamado Russky Mir (Rússia no Poder Mundial). Agora estamos vendo que a Igreja está se afastando dos seus reais objetivos, e se tornando cada vez mais intolerante, reivindicando uma posição dominante na sociedade, da mesma forma como já fez no passado, como igreja estatal, na era do Império Russo. Até agora não houve conflito, mas é bom lembrar que existe um segredo dentro da ROC – os protestantes e os católicos são vistos como não-russos. Então, é bom que estejamos preparados para os futuros ataques dos religiosos radicais contra os cristãos não-ortodoxos”, alerta o analista.

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